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Breve Historial do Clube de Castelo Branco

Um grupo de comerciantes e empregados do comércio juntaram-se e fundaram o “Clube dos Caixeiros” que abriu dia 10 de Abril de 1904 em Castelo Branco.

Tendo José Barata Roxo como Presidente da Direção Administrativa sendo esta completada por Eduardo Afonso da Silva Salavisa, António de Sá Rodrigues, Joaquim José Monteiro e José Paulo. Foram ainda sócios fundadores: Arthur Silva, José Vaz Oliveira, Alexandre Moreira de Sousa, Joaquim António Lopes, Gregório dos Santos e Sousa, Manuel dos Passos Júnior, António Joaquim Sanches, João Maria da Graça, José António Morão e João da Silva Salavisa.

A sua sede, no Largo da Sé, onde esteve mais de oitenta anos, foi bem perto da Sé ou Igreja de S. Miguel, sendo apenas separada desta por uma rua.

Desde a sua fundação imperou sempre uma vertente virada para a cultura organizando teatros, saraus, tunas e outras actividades sócio-culturais.

Em 31 de Janeiro de 1905 o Club organizou uma Tuna tendo contratado o professor José Cifuentes Aguilar para a dirigir.

Nesse ano também se iniciaram as aulas de música para sócios e familiares sendo contratado o sr. António Rodrigues Gomes, da Covilhã surgindo pouco depois o Grupo Cénico que proporcionou bons saraus durante várias décadas.

Nas suas bodas de prata, em 10 de Abril de 1929, a meio da tarde, o Club …“distribuiu o bodo a cincoenta pobrezinhos tendo cada um sido contemplado com 5$00”… segundo o jornal Era Nova, nº 27; ainda segundo o mesmo, à noite houve a festa nocturna: sessão solene, récita infantil e baile que durou até de madrugada.

Em 1954 celebrou o Club as suas bodas de ouro com uma sessão solene a 10 de Abril em que discursaram o Presidente da Direção sr. António Victor Pereira, o sr Carlos Carvalho, o sr. João Sebastião Oliveira e o Dr. Alberto Trindade; houve uma missa de sufrágio pelos sócios falecidos, uma prova ciclista, uma gincana de automóveis, um sarau de gala e um grandioso baile.

No final do verão de 1956 foram abertas as inscrições para os interessados em integrar o futuro Orfeão de Castelo Branco tendo como professor o Padre Horácio Nogueira, então professor no seminário de Alcains sendo, no início, só acessível às pessoas do sexo masculino. Nascia no Clube o Orfeão de Castelo Branco fazendo a sua aparição pública em 27 de Junho de 1957. Nessa altura nascia novamente um Grupo Cénico dirigido por Álvaro Celestino Alves de Castro tendo, no entanto, uma duração efémera.

Na década de 60 o prédio onde o Clube tinha a sua sede junto da Sé foi vendido para demolição.

Durante mais de uma década o Clube foi provisoriamente instalado em condições precárias que muito afetaram as suas actividades, desmotivando grande parte dos sócios enquanto a sua Direção se absorvia na construção da nova sede.

Em 1978 realizavam-se na sede do Clube os famosos bailes de Carnaval que além de animarem as famílias dos associados, eram uma oportunidade de folguedo e convívio aberto a toda a cidade.

Em 16 de Maio de 1980 foi criado no Clube o Rancho Folclórico Infantil que fez a sua apresentação aos sócios em 26 de Outubro de 1980 e em 10 de Abril de 1981 fez a sua apresentação à cidade atuando no Cineteatro Avenida. Manteve-se durante catorze anos e no seu historial tem mais de meio milhar de atuações por todo o país, a título gracioso.

O Clube, intercalando com outras coletividades que entretanto foram aparecendo na cidade, organizou durante alguns anos o “Concurso do Vestido de Chita” durante as festas da cidade.

Em 1994 foi inaugurada a nova sede do Clube, no Largo de S. João. Devido às sequelas do atribulado processo de construção da nova sede, a coletividade ficou endividada havendo forte crise nos órgãos dirigentes e na sede nova, por não haver capacidade de gestão.

Em finais de 1995 foi eleita uma Comissão Administrativa que regularizou e recuperou económica e financeiramente o Clube. Foi recuperada a capacidade de gestão, abriu-se à cidade na dinamização cultural e tradicional, aumentou o número de sócios e a sua participação. Realizaram-se nele várias Feiras do Livro com a colaboração da Editora Europa-América, foram instalados na sede jogos de bilhar, snooker e ping-pong e começaram ali a ensaiar os primeiros agrupamentos musicais.

Fruto duma intensa actividade e de uma criteriosa gestão, em 2000 as dívidas foram pagas na totalidade.

Em 2003 o Clube desencadeou o processo visando o reconhecimento como Instituição de Utilidade Pública.

O Clube de Castelo Branco ao longo da sua centenária vida foi agraciado com diversas medalhas; entre elas temos, em ouro, a Medalha Municipal de Multiculturas dada pelo Presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, Sr. Joaquim Morão Lopes Dias; e a Medalha de Mérito Cultural dada pelo Governo da Nação/Ministro da Cultura Dr. Pedro Roseta.

Todos os membros dos Corpos Sociais do Clube são voluntários que dão o seu tempo e o seu saber para o engrandecimento e continuidade desta associação albicastrense.

Texto feito em 18 de Julho de 2012 por pesquisa realizada por Arminda Augusta Ribeiro Serrano Araújo, à data, secretária da direção administrativa deste Clube de Castelo Branco.